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#contrastes As regras para os homens!

Olá!

Como você sabe, boa parte dos relatos que faço tanto aqui no blog quanto no Instagram se referem às regras e instruções que afetam as mulheres. Fiz até um post há um tempinho atrás mostrando a diferença entre as peças e a sua obrigatoriedade de uso para cada tipo de situação (clique aqui pra dar uma olhadinha).

- “Mas a lei islâmica só se aplica às mulheres, Nadia? E os homens?”

Então, é claro que a Sharia – lei islâmica – conta com várias instruções e ordens que devem ser obedecidas e preservadas por homens e mulheres, cada grupo com a sua peculiaridade e regras bem estabelecidas. Já mostrei algumas dessas orientações para mulheres, até por que, sendo mulher, são as que mais me afetam direta ou indiretamente. Mas, devido à um acontecimento muito curioso em que um amigo foi advertido por um homem saudita devido o uso de uma aliança de ouro, passei a descobrir “o outro lado” dessa relação cultural tão influenciada pelos princípios do Islã e, por isso, distante dos costumes laicos que estamos acostumados no ocidente. Outro caso também muito famoso é o do jovem Omar Al Borkan Gala, morador de Dubai que visitava a Arábia Saudita e durante visita à uma feira foi reconhecido por algumas mulheres que conheciam seu trabalho de modelo e após alguns minutos uma veradeira multidão já havia se formado em volta dele, a polícia religiosa interviu e pediu para que ele deixasse o local pois ‘estava chamando muita atenção’. Aliás, essa notícia rodou o mundo inteiro sob o título de “Homem é expulso da Arábia Saudita por ser bonito demais”, apesar do exagero da chamada, Omar conseguiu fazer um bom marketing em cima de todo o buzz gerado e virou um dos ícones da chamada ‘beleza árabe’.

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Algo que precisa ficar bem claro é que essas recomendações e regras com as quais convivemos aqui na Arábia Saudita não são frutos de um mero capricho ou estabelecimento político. Como disse, quase 100% da consciência cultural e de formação de leis do país tem como sua origem os princípios do Alcorão e este, por sua vez, quando trata de assuntos relacioonados do comportamento moral, já é notadamente conhecido pela maneira rígida em que procura manter a pureza de seus seguidores e que acaba gerando então como consequência todas essas regras e instruções que envolvem as vestimentas. Para você entender um pouco melhor, quando Allah ordena as mulheres vestirem o hijab no Alcorão, justifica a causa dizendo: “Ó Profeta! Diga a tuas mulheres, tuas filhas e as mulheres dos crentes que se cubram com seus mantos; é melhor para elas, para que sejam reconhecidas e não molestadas. E Allah é Perdoador, Misericordioso”. (Alcorão 33: 59); quer dizer, o rprofeta islâmico instrui que ao identificar as mulheres como muçulmanas elas não sejam molestadas (alvo de cobiça) nem tentadas, porque o hijab demonstra que são pessoas religiosas, onde buscam a complacência de Allah e não se misturam nem procuram os prazeres passageiros desta vida através da fé, do coração e da recompensa na outra vida.

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Para os homens, as restrições têm o mesmo objetivo de dar uma identidade aos homens muçulmanos, envidenciando o seu caráter religioso e que deseja demonstrar que não têm o interesse de serem tentados. Dentro desse propósito, algumas instruções são bem claras, como por exemplo:

Os homens devem cobrir o umbigo até os joelhos, aliás, essa área JAMAIS pode ser exibida em público por um homem islâmico.

Andar sem camisa? De jeito nenhum! Um homem não deve andar sem camisa já que é claro que e ele não pode mostrar do umbigo pra baixa, assim como a sua bermuda também não deve ser curta. O homem também não pode usar roupas justas e transparentes, assim como as mulheres. O princípio é sempre o da modéstia, a melhor roupa é aquela que menos chama a atenção.

E aqueles vestidos? Os tais vestidos são o “thoub” ou a “jalabiyah”. Segundo a lei islâmica, é muito aconselhável usar esse tipo de roupa até por que O próprio profeta se vestia assim. E tem também a “taqiyah” aquele ‘chapeuzinho’ dos muçulmanos, bem diferente da “kipá” que é típico da religião judaica.

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Mais do que isso, foi o próprio profeta Muhammad (conhecido por nós como Maomé) que deixou claro nos escritos sagrados para os muçulmanos que: “A distinção entre nós e os politeístas é o turbante sobre as nossas cabeças.” Na verdade, o que o profeta quis dizer com “turbantes” eram os Keffiyeh. Os lenços  habitualmente usado pelos islâmicos. Esses lenços podem ser usados junta com a taqiyah que, por sinal, deve ser obrigatoriamente branca nessas ocasiões.

Ah, e como já disse pra vocês, homens também não podem usar ouro e seda,assim como as mulheres não podem usar perfume em público. O ouro e a seda são considerados atrativos para os homens,ou seja, alvos de muita atenção, e seguindo a tradição islâmica, não é nada recomendado que o homem suscite esse tipo de comportamento.

Outro detalhe muito importante é a barba, ela tem o mesmo significado de pureza que as roupas trazem. Aliás, da mesma forma que o Hijab é obrigatório para as mulheres, a barba para os homens também é uma regra que não pode ser descumprida dentro dos princípios da Sharia! Ela deixa então de ser “sunna”, que são as orientações recomendadas, para se tornar “uajib”, que formam o conjunto de regras obrigatórias.

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Espero que você tenha aprendido junto comigo e, é claro, a cada dia que passa mais contrastes vão aparecendo e sempre que possível vou atualizar o blog contando um pouquinho de cada coisa! Se gostou, compartilhe o post e acompanhe os próximos assuntos que surgirão por aqui.

Ah, e por que não sugerir? Seria ótimo saber o que você tem curiosidade  sobre a vida na Arábia Saudita. Beijo!

Fonte: https://amulhereoislam.wordpress.com

 

 

 

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